Quando já não há argumentos, ou quando simplesmente não nos apetece pensar muito no assunto dizemos: “toda a gente faz isso”, “uma vez por outra toda a gente faz isso” ou “se tu fizeste eu também posso fazer”.
E esta resposta, do género “se os outros fogem aos impostos porque não hei-de eu fugir”, e que se estende a todos os campos da nossa vida, não se baseia no certo ou no errado.
Invocar as acções dos outros para justificar as nossas consiste em desviar a atenção sobre os nossos comportamentos, em acalmar a nossa consciência, porque o que importa mesmo é o que nós queremos fazer. Usamos o comportamento dos outros como arma de arremesso ou dando-o como um produto acabado, do género “é essa a natureza humana”.
E, de repente, ocorreu-me que não há certo nem errado para o homem. Existe apenas o conveniente, o aparente e comportamentos que replicam outros comportamentos, sejam eles motivados por preguiça, luxúria, soberba, ira, gula, inveja ou avareza. Porque é assim.
Será?
(Continua... )
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